Guia do Estudo Saudável

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Guia do Estudo Saudável

Mensagem por Admin em Seg Mar 09, 2015 6:45 pm

>>> Guia do Estudo Saudável <<<


Olá ventrílocos da mariposa marrom de madeira!

Para vocês que chegaram na idade do CONDOR tão cedo…Condor aqui, dor ali…

Tocar de maneira desenvolta, livre de desconforto físico, de problemas técnicos, e preocupações de qualquer ordem – é uma conquista que todo músico almeja. Consegui-la é difícil, mas com um trabalho consistente é perfeitamente possível.

Este texto é um pequeno guia de propostas para um tocar mais produtivo, alcançado através de modificações – muitas vezes pequenas – nos materiais, acessórios, no violino, nos hábitos de estudo e de vida. As modificações sugeridas estão divididas em duas partes, das quais a primeira é composto de medidas a serem tomadas com o violino à mão para melhorar a prática e o desempenho musicais. A segunda contém sugestões de mudanças a serem feitas sem o violino, mas que indiretamente, influenciarão o desempenho também.

> Adaptação do violino e seus acessórios ao corpo do violinista: <

É primordial que o violino com o qual o músico pratica seja adaptado para ele. Um violino mal ajustado pode ser uma fonte inesgotável de problemas físicos. Já é complicado para o corpo lidar com as demandas usuais do violino, então, o melhor a se fazer é minimizar o esforço, para que se maximizem os resultados.

Um cavalete muito alto, por exemplo, além de dificultar a digitação, sobretudo em posições altas, pode obrigar o violinista a fazer muito mais esforço para tocar que o necessário. O ajuste é rápido, custa muito pouco e a diferença é enorme. A manutenção periódica do violino faz bem à saúde do instrumento e do instrumentista. Por outro lado, alguns problemas são um pouco maiores.

Um violino muito grande para o violinista (ocorrência usual em pessoas de baixa estatura que tocam com violinos de proporção inteira), requer muito esforço para ser tocado; as distâncias e o desgaste são proporcionalmente maiores. Geralmente, quando o violinista tem de diminuir o tamanho do violino, e trocar aquele instrumento com o qual – por maior que seja – já está habituado a tocar, os fatores que o levam a hesitar para fazer a troca são dois – a perda sentimental do violino antigo; e o medo de comprometer consideravelmente sua produção de som, trocando seu violino de tamanho normal por um menor.

Esta resistência é comum, considerando o tempo que o instrumentista passa diariamente com o violino, e tende a passar tão logo o violinista se adapte ao novo instrumento. Ainda, há possibilidades de se negociar este tamanho menor, contatando um luthier para construir o violino, de modo a adaptar a proporção do instrumento de acordo com a necessidade do músico. O mesmo acontece com os acessórios acoplados ao violino, como a queixeira, e o suporte.

A forma da queixeira é de extrema importância para o apoio do instrumento no corpo – já que ele não é e nem deve ser preso ao corpo do instrumentista – pois é nela que o lado esquerdo do maxilar pousa. De acordo com o formato do maxilar do violinista, a altura do seu pescoço e qual a posição mais confortável para tocar, o formato e a altura da queixeira adequada são diferentes – e por isso, o violinista deve encontrar a queixeira certa para que não necessite ajustar o instrumento na posição o tempo todo.

Muitas vezes a queixeira é escolhida por seu desenho, mas essa escolha é feita pensando no efeito estético que ela vai ter no violino. Na verdade a estética é secundária, e a queixeira deve ser avaliada pelo conforto que ela oferece ao músico, e não por sua beleza.

Com relação ao suporte (Spalleira/Ombreira) a abordagem é um pouco diferente, tendo em vista que a maior parte dos suportes hoje comercializados oferece vários tipos de regulagem. Em alguns casos o violinista tem o modelo mais indicado para ele, mas não sabe fazer um bom uso dos recursos que este acessório oferece.

Em geral, o violinista acaba por regular seu suporte numa altura muito maior do que a necessária, visando fixar o violino, atitude que gera uma imobilização da cabeça sobre o violino, além de desequilíbrios na relação entre a cabeça e pescoço, e a relação destas duas regiões com o resto do corpo. A melhor maneira de encontrar a regulagem ideal é ter paciência e experimentar várias possibilidades. Se nenhuma ficar confortável, há inúmeros modelos, de formatos e regulagens diferentes, um deles com certeza se ajustará ao corpo do violinista perfeitamente.

Um bom arco é outro componente importante no bem-estar do músico, além de assegurar todas as possibilidades técnico-interpretativas necessárias a uma prática que visa um alto padrão de qualidade geral. Um arco de qualidade inferior pode, além de dificultar a execução de determinados golpes de arco, exigir um esforço excessivo do membro superior direito do violinista, gerando desconforto e um possível foco de lesões.

O tamanho, o peso, a curvatura e a elasticidade do arco devem ser ideais para o tipo de técnica que o violinista pratica e para o repertório que ele estuda. Ele é responsável pela maior parte das articulações possíveis na execução do violino. Portanto, quanto melhor o arco, maiores as chances de o instrumentista realizar tudo que sua técnica permite.

Existem algumas soluções recentes para adaptar instrumento musical e acessórios ao corpo do instrumentista. Exemplos como queixeiras ortopédicas, ou violas com desenho diferenciado (que beneficiam movimentação do braço esquerdo sobre o instrumento, sem alterar o som produzido) são úteis e devem ser levados em conta.

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