Tribulação de um Certo Stradivarius

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Tribulação de um Certo Stradivarius

Mensagem por Admin em Dom Mar 08, 2015 8:50 pm

O Stradivarius Troppo Rosso (ex-Gibson e ex-Huberman)


“Troppo Rosso” (“Muito Vermelho”) 1713: Foi encomendado pelo rei da Espanha – Felipe V – más este o recusou por ser “vermelho demais”. O Troppo Rosso foi palco do roubo mais celebre de um violino, o livro “Tribulations d’un Stradivarius en Amérique” (“Tribulações de um Stradivarius na América”), publicado pela Editora Actes Sud, narra, em um raro prazer de leitura apoiado em um grande rigor documental, a história do “ex-Gibson” (como o “Troppo Rosso” também é conhecido), roubado do violinista Bronislaw Huberman durante um de seus concertos no Carnegie Hall, em 28 de fevereiro de 1936.

O autor, Frédéric Chaudière, “luthier” nascido em Montpellier, faz-nos percorrer três séculos da vida do célebre violino “Troppo Rosso”, convidando-nos alternadamente às florestas do vale de Fiemme, à oficina de Antônio Stradivari em Cremona. Ele nos faz também descobrir as transações nebulosas que se estabeleceram em torno dos instrumentos de Stradivari.

A história do “Troppo Rosso” concluir-se-á com a restituição do instrumento em 1987, disfarçado de violino ordinário (sem identificação) e coberto de queimaduras de cigarro em conseqüência das orgias ébrias daquele que o tomou “emprestado indevidamente” durante quase cinqüenta anos (isso mesmo amigos, um autêntico Stradivari já foi usado como “cinzeiro” – que heresia – que sacrilégio). Hoje, o “ex-Gibson” ("Troppo Rosso"), estimado em 4 milhões de dólares, é propriedade de Joshua Bell, que o toca sempre que comparece ao “Festival de Verbier”.

De 1936 até 1985, a localização deste instrumento permaneceu um mistério, era sabido que seu ultimo proprietário (antes de Norbert Brainin adquiri-lo num leilão, e que depois passou para Joshua Bell) tinha sido o violinista polonês Bronislaw Huberman, e que este estupendo instrumento tinha lhe sido roubado em 1936 numa apresentação no Carnegie Hall,
mas como isso teria acontecido? Tal roubo foi um dos maiores mistérios que envolvia um instrumento de tamanha importância e magnitude, se um Stradivari sempre foi sinônimo de perfeição (até os menos famosos) – não estamos falando de um "Strad's" "comum" – Troppo Rosso foi uma das maiores criações de Antonio Stradivarius junto com outros “irmãos” estupendos (***).

***A idade de ouro da produção de Stradivari situa-se entre 1700 e 1722, que vê o nascimento de seus “filhos” mais famosos, são eles: do Violino “Viotti” (1709), do “Vieuxtemps” (1710), do “Troppo Rosso” (1713), do “Delfim” (1714), do “Alard” (1715), e do inigualável “Messias” (1716).

Em 1985, o violinista Juliano Altman (na época do roubo era pertencente à Orquestra Sinfônica de Nova Yorque) estava próximo da morte (com câncer no estômago), quando fez uma revelação bombástica para sua esposa. Disse que o violino com que tocou nos últimos 50 anos tinha pertencido ao violinista polonês Bronislaw Huberman, e que este instrumento era nada mais nada menos que o próprio Stradivarius Troppo Rosso.


O Roubo


Os violinos feitos pelas mãos de Antônio Stradivari (1644 - 1737) sempre foram ícones de perfeição desde daquela época, Stradivari fez aproximadamente 1100 instrumentos durante toda sua vida (principalmente violinos, mas também violas e violoncellos). Possuir um destes é uma ambição de muitos músicos, colecionadores ou admiradores da arte de forma geral.

O modo tradicional para se “ganhar” um Stradivarius é através de compra, mas há outro método - através de furto...risos (rir para não chorar). Esta tática peculiar aconteceu durante um Concerto no Carnegie Hall, numa sexta-feira do dia 28 de fevereiro de 1936, quando o Troppo Rosso “desapareceu” do Carnegie.

Isso aconteceu quando o violinista polonês Bronislaw Huberman (1882 - 1947) tinha acabado de tocar tão sublime instrumento e pegou outro também fantástico - um autêntico Guarnerius - para executar outra apresentação. Nesse processo de troca, é que o roubo foi feito.

Durante a apresentação, o secretário de Huberman percebeu que o belo “Rosso” não estava mais encostado no canto do palco que Huberman havia deixado. Assim que a música tocada com o Guarnerius terminou, o secretário avisou imediatamente seu patrão do ocorrido, essa não tinha sido a 1ª vez que o Troppo Rosso havia sido roubado - em 1919 em Viena - tal fato se sucedeu, só que lá o instrumento foi “devolvido” dentro de poucas semanas.

*** Francamente, nada justifica tal coisa, más tem pessoas que pedem para serem roubadas, se eu tivesse qualquer Stradi, dormiria até acorrentado com ele...risos.

Huberman, sabendo que o violino era segurado, disse para o secretário que chamasse a polícia imediatamente, provavelmente esperava um resultado semelhante ao de Viena - uma recuperação rápida – só que isso nunca aconteceu. A polícia foi ao Carnegie Hall, mas apesar da revista feita nos músicos, convidados e de uma investigação prolongada, não reapareceu o Stradivarius (será que Juliano Altman iria esperar Huberman terminar de tocar com o Guarnerius...risos?). A seguradora Lloyds (Londres), reembolsou Huberman em US$ 30.000,00 (e pensar que hoje vale 4 milhões de dólares...risos) – durante os 50 anos que se sucedeu o roubo, o Troppo Rosso simplesmente “desapareceu”.


>>> Troppo Rosso passa por um Luthier <<<


No sábado, um dia depois do desaparecimento do violino em 1936, o jovem Edward Wicks (12 anos) estava ajudando seu pai que soldava uma fachada de uma loja próxima a casa deles, quando o jornaleiro do Nova Yorque Times lhes entregou um jornal que informava: “Violino de Huberman Roubado do Carnegie”.

A família de Edward era toda de músicos, sua mãe tocava e afinava pianos – seu pai era luthier deste instrumento (reparava pianos); o jovem Ed mesmo tendo lições deste instrumento, preferiu aprender a tocar bandolim por achar mais divertido.

Com o passar dos anos os negócios da família cresceram, Edward tinha herdado do pai o “dom” de reparar instrumentos de madeira, essa foi à profissão que o conduziu pela 2ª metade de sua vida – luthier. Em 1950, sua família muda para Danbury (EUA), onde Edward assume de vez os negócios da família. Ali os negócios se desenvolvem.

Edward se desenvolve na luthieria de violinos e violoncellos, e com o passar do tempo (graças ao seu ótimo trabalho), torna-se referência para reparos nos instrumentos da Orquestra Sinfônica de Danbury, se tornando um dos luthieres oficias da Orquestra, ali conhece sua futura esposa, a violinista Ann Pavios (eles tiveram uma filha chamada Joan Wicks).

Muito tempo se passa, até que Juliano Altman em 1983 (vivendo em Washington), sabendo do excelente trabalho que Ed realizava nos instrumentos da Orquestra, o procura para efetuar reparos em um “determinado” violino.

Altman, de 1940 a 1944, era sócio da Sinfônica Nacional, depois levou sua vida como violinista independente, ganhando popularidade na noite e em eventos políticos. Antes de conhecer Marcelle (sua última esposa), ele teve um casamento anterior falido, vida extremamente boemia e nunca foi capaz de gerar uma boa poupança financeira (o que ganhava...gastava em suas orgias noturnas).

Eles se conheceram em 1970 (numa de suas apresentações noturnas em Washington) e desde então passaram a viver juntos, até que em 1982 se mudam para a casa de Marcelle em Danbury (resíduo do primeiro matrimônio de Marcelle).

Determinado dia, Edward Wicks responde a uma batida na porta de sua casa (verão de 1983). O estranho se apresentou: “Eu sou Juliano Altman, sei de seu trabalho para a Orquestra Sinfônica de Danbury e gostaria que você reparasse um violino meu” – segundo Ed, em suas lembranças, disse que “O homem estava bastante nervoso. Ele fumou dois cigarros diferentes na mesma mão e ao mesmo tempo”. Altman tirou o violino do case e indicou que precisava de um cavalete novo e um reparo no tampo superior.

Em meio a queimaduras de cigarro por todo tampo superior (indicando que tal pessoa levava uma vida bem ébria e viciosa), um outro fato chamou a atenção de Edward, foram as diferentes tonalidades por toda área da superfície do violino - uma cor castanha clara com um avermelhado fortíssimo - sem mencionar que o estado geral do violino mostrava sinais de um instrumento muito utilizado.

Assim que ele pegou o violino de Altman de suas mãos – a forma global do instrumento, seu tato e peso – fizeram com que Ed “voasse” em seus pensamentos, pois tal instrumento parecia mais uma “assinatura” (algo com personalidade própria). Enquanto examinava cuidadosamente o que estava em suas mãos, Altman não teve duvidas: “Meu Deus, este é um Stradivarius”. A “visita” respondeu mais que depressa: “Em...não, é só uma cópia. Eu tenho este desde criança, foi do meu pai”.

Ed não fora convencido pela resposta, mas não queria criar confusão com seu novo cliente. Então disse que poderia fazer os consertos necessários, mas levaria aproximadamente três dias. Ouvindo isto, o homem “nervoso” (Altman) caminhou pela sala enquanto parecia decidir o que faria.

Altman finalmente concordou em deixar o violino para o trabalho necessário. Então Ed fez o que era preciso e três dias depois Altman veio buscar o instrumento, mais que imediatamente passou breu no arco, colocou o violino no ombro e pôs a tocar...transpassou algumas cadências para testar. Imediatamente Ed viu que estava na frente de um bom violinista.

Edward sofreu uma angustia nos momentos que tal violino era testado...”Que violino é esse? Não é um violino ordinário (termo que no meio violinista quer dizer – ‘violino sem identificação’)”...pensava consigo. De repente Altman parou no meio de uma cadência, olhou para Ed e disse: “Meu Deus, o que você fez com ele?”.

“Você???”...o coração de Ed entrou em arritmia acelerada, para no momento seguinte Altman sorrir e acrescentar: “Faz muito tempo que não soava tão bonito assim”; e ele passeou pela sala de estar tocando aquele desconhecido violino que encantava Ed.

Durante o tempo que Altman tocava o instrumento, a esposa de Ed (como já foi dito, a violinista Ann Wicks da Orquestra Sinfônica de Danbury) permaneceu no andar superior ouvindo “aquilo”. Depois que ele havia partido, ela desceu e indagou ao marido: “Ed, que violino era esse? Soou absolutamente deslumbrante, perfeito, nunca ouvi tamanho som”...Ed respondeu: “Bem, eu penso o que você há pouco ouviu um Stradivarius”.

Antes de Altman partir, Ed lhe falara sobre a Sinfonia de Danbury na qual sua esposa é uma das violinistas, e o convidou a ir num dia de ensaio - o violinista afirmou que iria.

No dia marcado, Altman entrou na Sinfonia de Danbury e se sentou próximo ao primeiro violino de orquestra (o Spalla).

Segundo Ed, o que se viu ali foi à força daquele estranho instrumento perante os demais, todos queriam saber que violino era aquele, que impunha tanto respeito até ao “Spalla”, era como se ele dissesse a este:

“Cale-se, você é nada perante mim”.

*** O Spalla: Ao lado esquerdo do maestro está o spalla da orquestra, ou o primeiro violino. Para identificá-lo, fique de olho - ele é o último músico a entrar no palco e, antes de se sentar, comanda a afinação da orquestra. Sua função é muito importante. A origem da palavra é italiana e quer dizer "ombro", o que, adaptado, pode ser interpretado como "apoio". Pois o spalla é justamente o apoio do maestro. É responsável pela afinação do conjunto e também por fazer a ponte, seja nos ensaios ou nas apresentações, entre os regente e os demais músicos. Em algumas orquestras, há mais de um spalla.

Más o velho Altman informava que nem ele sabia, pois herdará o violino do pai (o Troppo Rosso não vinha com etiqueta interna como os demais, não precisava, ele próprio era a sua própria etiqueta – sua peculiar madeira na cor castanha clara com um avermelhado fortíssimo era sua “assinatura”).

O problema é como ninguém via o “velho” “Rosso” fazia muito tempo, e nem existiam fotos, não poderiam imaginar que se tratava daquele violino. Altman e seu “estranho” companheiro ajudaram e instruíram a seção de ensaios com uma variedade de técnicas e sons deslumbrantes.

De acordo com Ed, Altman era um homem encantador e um bom conversador. Unidos ocasionalmente pelos interesses musicais, Ed e sua esposa Ann saíram para almoçar e jantar com Altman e sua esposa Marcelle. Como o destino queria isto, o socialização duraria menos de dois anos.

Em 1985, enquanto jantavam num restaurante chinês, Altman reclamou freqüentemente de dores de estômago. Bem, além de toda essa vida que Altman levou, ele também sofria um processo por ter molestado sexualmente uma de suas netas (1º casamento), com isso, essas dores físicas ficaram “secundárias” quando foi preso posteriormente (no julgamento final).


A Revelação


No dia 20 de março de 1985, Altman apareceu na casa de Ed com um case que levava 2 violinos, o “desconhecido” Troppo Rosso e um outro; queria que Ed tivesse a salva-guarda destes instrumentos até que ele se livrasse da cadeia (já acreditava que seria condenado). Ed proveu o seguinte recibo: “Segurando para Juliano Altman: um case duplo de violino, com dois violinos e quatro arcos”.

As instruções de Altman para Ed eram de segurar está notificação e não deixar ninguém saber que ele as tem. Ele divulgou então a Ed a história do julgamento, sua apreensão e que em seis dias seria condenado. Edward concordou em guardar as coisas do amigo até que ele se livrasse da cadeia.

Então antes de ser preso, Juliano Altman oficializa seu casamento com Marcelle (24 de março de 1985). Ele foi condenado pelo Superior Tribunal de Danbury a um ano de encarceramento, e levado para a prisão de Bridgeport.

Para lhe fazer primeira visita, Marcelle pediu para Ed leva-la até a prisão onde seu marido estava, pois não sabia como chegar lá. Ed, em seu relato, lembra da viagem e da face abatida do velho amigo no pouco tempo que tiveram para dialogar, logo em seguida Altman pede para conversar em particular com a esposa.

No carro, na viagem de retorno, Ed disse que Marcelle repetiu algumas vezes: “Oh, aquele Juliano. Se eu soubesse antes que violino era aquele” – más Edward se mantém calado. Em 9 de abril de 1985, Altman escreve para Ed e o informa que tinha sido removido para a prisão de Litchfield onde achou o lugar...“mais tolerável que o anterior, mesmo sabendo que não me resta muito tempo – de qualquer forma, tenho em você meu único e verdadeiro amigo em toda minha vida”.

Posteriormente, foi confirmado o diagnóstico de câncer no estômago em fase terminal. Altman, foi removido para uma área especializada do Hospital de Torrington, onde ele podia ver as pessoas que quisesse sem tanto rigor de horário como na prisão. Altman, numa dessas visitas, pede para Ed chamar um bom advogado e informa que Marcelle tem uma grande transação comercial para fazer e precisará de ajuda, e que essa transação envolve “O Vicioso” (nome que Altman chamava o Troppo Rosso).

Altman lhe falou que o violino realmente era um Stradivarius...”O Troppo Rosso”. Ed, em seu relato, disse que um misto de sentimentos o envolvera...surpresa, encantamento, privilégio e medo (pois não sabia como aquilo terminaria). Altman contou toda a história, que o havia roubado de Huberman no Carnegie Hall em 1936.

Então Marcelle, juntamente com um advogado arrumado por Ed, divulgam toda a história – é anunciada toda verdade sobre o violino. Durante quase dois anos depois da morte de Altman, Ed não via mais o violino, só sabia que Marcelle e seu advogado estavam travando um briga jurídica tremenda pois a Lloyds de Londres queria não apenas reaver o violino que lhe pertencia (sem gastar um tostão), como processar a esposa de Altman por ser cúmplice.

No fim, a Lloyds concordou em não mais mover ações contra Marcelle, pois ficou provado que ela só ficara sabendo de toda esse enredo que daria um bom filme nos últimos dias que antecederam a morte de Altman, ou seja, ela foi mais vitima por ter pego uma verdadeira “bomba” nas mãos. Logo após isso, a Lloyds garantiu a Marcelle, depois de praticamente mais 1 ano de fortes negociações - garantiu uma pratica comum que envolve as casas de leilão – lhe seria paga a “Taxa de Descobridor”, ou seja, 1/4 do valor obtido no leilão seria dela.

Quando o acordo entre as partes foi fechado, o violino passou pelas mãos dos peritos que a Lloyds contratou e foi confirmado, aquele era o Stradivarius Troppo Rosso roubado de Huberman.

Em 8 de maio de 1987 um grande evento foi realizado, o meio “violinístico” se agitou, violinistas famosos, colecionadores, mecenas e ricos que nada tinham haver com o meio artístico queriam adquirir tamanho preciosidade. A TV NBC foi chamada para ajudar a cobrir o evento e contar toda história...desde a origem do violino até suas “andanças” atribuladas pelo mundo.

Charles Beare, o leiloeiro que iria comandar o leilão do Troppo Rosso, chegou em uma limusine com o violino no case, juntamente com dois advogados da Lloyds'. Ele conta um relato emocionado na revista Strad: “Quando os advogados me deram as chaves e abri o case perante uma platéia lotada, me veio uma emoção tremenda, eu estava perante uma lenda. Retira-lo do case, ergue-lo e mostrá-lo para uma platéia que soltava expressões de admiração foi algo que nunca vi acontecer.

Nunca esquecerei tudo isso acontecendo, mesmo quando eu já o havia colocado no mini palco com suporte preparado para ele...haviam flash’s das câmaras por todos lados antes que o leilão tivesse início, isso nunca vi. Já leiloei vários violinos famosos, mas com este foi especial”.

Quando Edward Wicks leu os relatórios das verdadeiras origens do violino, ele recordou o dia quando disse a Altman: “Meu Deus, este é um Stradivarius”. Vendo o violino exibido em vários programas de televisão, ele o reconheceu imediatamente como sendo violino que tinha trabalhado.

Naquele verão de 1987, no 250º aniversário da morte de Antônio Stradivari, a cidade de Cremona apresentou uma exibição de 6 semanas com 48 Stradivarius. Charles Beare ajudou a organizar o evento que incluía violinista como Izthak Perlman. Foi ai que Troppo Rosso reapareceu para uma grande platéia e retornou ao mundo musical.
Foi Norbert Brainin, violinista britânico e um dos sócios do Quarteto de Amadeus altamente estimado, que comprou o poderoso Troppo Rosso. No dia 26 de fevereiro de 1988, Marcelle recebeu da Lloyds de Londres sua “Taxa de Descobridor”...US$ 263.475,75 (valor da compra na época US$ 1.053.903,00).


Uma Batalha Judicial Em Cima da “Taxa do Descobridor”


O que aconteceu logo em seguida foi uma briga entre Xerez Altman Schoenwetter, a filha de Altman do primeiro casamento, e Marcelle. A filha contestou parte do valor para si, pois se considerava no direito de recebe-lo por ser filha.
Depois de uma grande briga judicial. Só no dia 11 de outubro de 1991, o Tribunal Superior em Danbury deu ganho de causa a Marcelle e ela pode ver “a cor” desse dinheiro (5 anos depois do leilão)...dentre várias alegações ao seu favor...foi dito que ela quem olhou Altman até o fim e custe-o todos os gastos; foi ela quem entrou na briga judicial com a Lloyds mesmo sem saber se ganharia ou não (até entrarem num acordo e ser paga a tal “Taxa de Descobridor”).

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