O violinista Josef Hassid

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O violinista Josef Hassid

Mensagem por Admin em Qui Mar 26, 2015 6:05 pm

Josef Hassid (1923 – 1950):

Nascido em 28 de dezembro de 1923 na cidade de Suwalki (Polônia), ficou conhecido profissionalmente como Josef Hassid, nome derivado do polonês, Jozef Chasyd. Sua mãe morre enquanto ainda criança e Hassid cresce com seu pai, que logo nota o talento do garoto e procura, com muito esforço, desenvolve-lo. Entra para a Escola de Música Chopin, em Varsóvia, com 10 anos de idade e se torna um dos mais jovens violinistas a participar da Primeira Competição Wieniawsky de Violino. Foi levado aos 14 anos para estudar com o violinista e pedagogo Carl Flesch.

Hassid, desde pequeno teve sintomas de perda de memória. Era uma pessoa muito difícil, introvertida e frágil, o que pode ser notado em suas interpretações. Conviveu e teve muito contato com o violinista Ivry Gitlis, quando os dois eram jovens. Gitlis, entre outros amigos próximos, afirmam que Hassid se apaixonou desesperadamente por uma garota, porém a união dos dois era algo que ambas as famílias repeliam. Isto pode ter sido o crucial para intensificar sua propensão à depressão.

Chegou em Londres em 1938, com seu pai, e foi prevenido à não voltar para a Polônia com início da II Guerra Mundial. Foi apresentado ao público de Londres na primavera de 1940 em uma apresentação solo no Wigmore Hall e um concerto no Queen´s Hall, durante o qual teve um lapso de memória tocando o Concerto de Tchaikovsky para violino e orquestra. Também fez algumas gravações para a HMV, uma de La Capricieuse (Edward Elgar, Op17) com Ivor Newton ao piano em 1939, e outras 8 gravações publicadas com o pianista Gerald Martin Moore.

Por causa da depressão Hassid se torna desanimado e, após uma crise nervosa, se revolta contra seu pai, a música e o violino. É admitido em 1941 no hospital St. Andrew, em Northampton, onde recebe tratamento de terapia com insulina e terapia eletroconvulsiva, devido a um quadro diagnosticado como Esquizofrenia aguda. É mantido no hospital do ano de 1943 até seu falecimento em 7 de novembro de 1950, aos 26, após uma tentativa de reverter sua condição atrás de uma Lobotomia, que é realizada logo após a morte de seu pai.

Muitos prodígios adolescentes logo são esquecidos, mas a lenda de Hassid ainda persiste, em parte por sua incrível habilidade no instrumento e em parte por sua morte prematura e trágica. De acordo com Kreisler e Szigeti, Hassid foi um dos mais proeminentes alunos de Flesch, bem como um dos mais talentosos violinistas do século 20. O violinista Fritz Kreisler ainda afirma em uma gravação que: “Um (...) nasce a cada 100 anos. Um Hassid nasce a cada 200 anos.” No trecho em que não pode ouvir direito a gravação, Kreisler parece mencionar o nome de um violinista muito famoso da época, que muitos acreditam ser Jascha Heifetz.

As gravações deixadas por ele até hoje impressionam por apresentarem um nível de proficiência incrível em várias qualidades musicais como estilo, virtuosidade, fraseio, limpeza, etc.

Muitos ainda discutem o que teria sido de Hassid se não fosse pela doença mental que o acometeu, outros preferem acreditar que Hassid lidera uma lista de “anjos” violinistas, que vêm à Terra para derramar um pouco de sua inesquecível e pura arte e voltar mais cedo ao paraíso do que a gente gostaria. Hassid, Rabin, Neveu, são apenas alguns poucos nomes que a gente pode citar.




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