Música Sacra e Erudita

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Música Sacra e Erudita

Mensagem por Admin em Seg Mar 09, 2015 6:49 pm

>>> Música Sacra e Erudita: <<<


>>> Música Sacra <<<

A música sacra, no sentido mais usado, é a música erudita aplicada em cultos religiosos.

As principais formas de música sacra foram escritas no mínimo para quatro vozes, baseadas ainda em modos.

A expressão foi usada pela primeira vez na Idade Média, quando se decidiu que deveria haver uma teoria musical distinta para diferentes músicas do culto, e a sua forma mais antiga foi o canto gregoriano.

A música sacra foi desenvolvida em todas as épocas da história da música ocidental.

Iniciou-se no Renascimento (Arcadelt, Des Près, Palestrina), passando pelo Barroco (Bach - Magnificat > BWV 243, Haendel > Judas Maccabaeus HWV 63), pelo Classicismo (Mozart > Réquiem em Ré menor, KV 626, Haydn, Nunes Garcia), pelo Romantismo (Brahms > Ein Deutsches Requiem (Réquiem Alemão) Op. 45, Bruckner, Gounod, César Franck, Saint-Saëns) e finalmente o Modernismo (Penderecki, Amaral Vieira). Sempre eram peças baseadas em textos religiosos - quase sempre em latim, com “salmos cantados”.

Conheça algumas composições sacras dos grandes mestres:
o J. S. Bach - Jesus, Alegria dos Homens  Coro, da Paixão Segundo João o G. F. Handel - A Trombeta Soará  As Misericórdias do Senhor Duram Para Sempre  Ó Deus, Quem em Tuas Mãos, de "José e Seus Irmãos" o Johann Pachelbel - Canon em Ré Maior.  Tomaso Albinoni - Adágio em Sol Menor, o J. Haydn - Os Céus Proclamam a Glória de Deus  Beethoven - Marcha Turca  Felix Mendelsshon - Apareceu o Profeta Elias o W. A. Mozart - Adoramos-te K327  Aleluia K47  Exultai, Jubilai (Allegro).

>>> Música Erudita <<<

Música clássica ou música erudita (do latim, eruditus, "educado" ou "instruído") ou ainda, “música séria” é um termo amplo utilizado para se referir à música estudada, em forma, estilo e analisada dentro das
tradições seguindo regras preestabelecidas no decorrer da história da música; produzida (ou baseada) nas tradições da música secular e litúrgica ocidental, englobando um período amplo que vai, aproximadamente, do século IX até a atualidade.

Figura - Esse manuscrito célebre na forma de coração (foto), foi copiado por volta de 1475 por Jean de Montchenu, protonotário e conselheiro do arcebisbo de Genebra. Este fólio é um rondó para três vozes de autoria do músico franco-flamengo Iohannes Regis (c.1430-1485).

O texto diz: "Se quereis que vosso seja, Pensai que vos amarei, E lealmente vos servirei, Enquanto viva ou seja".

Existe uma definição de que a música erudita seria a música feita durante o período de 1750 a 1830, em especial a de Haydn, Mozart e Beethoven. Neste período a música mais mencionada é a da Escola Clássica Vienense, refletindo a importância de Viena como capital musical da Europa nesse período.

O termo "música clássica" só apareceu no início do século XIX, numa tentativa de se "marcar" o período que vai de Bach até Beethoven como uma era de ouro.

Nesse sentido a música clássica implica a antítese da música romântica feita em fins do século 17 e início do século 19, em que a ênfase recaía sobre os sentimentos, as paixões e o exótico, em lugar da razão, da contenção e de esteticismo da arte clássica.

>>> Formação de Músico Erudito <<<

O objetivo deste texto é sugerir um padrão de ensino e métodos para formar músicos eruditos conscientes da necessidade e disciplina para a interpretação solene de hinos sacros de louvores e súplicas a Deus.

>>> Metodologia de ensino <<<

Antes do início dos estudos o aluno deve se apresentar ao responsável pela orquestra, para conhecer os parâmetros do grupo de estudos musicais.

Nesta apresentação o candidato deve expor seus objetivos e seus desejos na música (o porquê da sua escolha, o instrumento desejado e etc).

O responsável pela orquestra pode aproveitar este momento para instruir o candidato sobre a grade curricular do curso e seus desafios.

Conscientizar o candidato das normas de conduta no grupo de estudos, na orquestra e do comportamento no conjunto.

Sugerir um padrão de ensino com orientação dirigida à execução, leitura e interpretação solene de música erudita.

Análise do conteúdo do método de ensino: verificar o autor, verificar o objetivo do método, usar métodos contemporâneos que não possuem escalas e arpejos de conteúdo jazzístico com influência de música popular brasileira ou ritmos distintos da música clássica.

Toque antes de ouvir ao aluno para propor uma “versão erudita” em seu ouvido antes dele adquirir vícios e copiar versões não-cristãs.

Usar partituras, estudos e métodos clássicos, como apoio e complemento para a sensibilização e o ‘despertar’ de música orquestral.

Permitir ao candidato acesso às informações não convencionais para o aprimoramento dos estudos: áudio, vídeos, etc.

Instruir, planejar e aplicar a disciplina necessária para ajudar o aluno a alcançar os resultados desejados, que é o ingresso na orquestra.

Preparar o aluno com elementos da gramática musical, história da música resumida e principalmente a história do instrumento escolhido.

Abrir todas as referências, materiais, métodos ou qualquer outro conteúdo para alunos que desejam atingir níveis mais elevados.

Fidelizar gerações de músicos que estarão realmente preparados para instruir futuros alunos sob tais exemplos de metodologia.

Estas idéias formam um conjunto de sugestões, e podem agregar valores palpáveis à demanda da maior orquestra não-profissional do mundo, formando músicos disciplinados, conscientes de suas responsabilidades, que terão prazer em dividir seus conhecimentos para nosso aprimoramento constante.

> Atividades em grupo <

> MasterClass / Palestras / Eventos <

Idéias: idealize e participe de grupos de estudos de reforço (história da música, técnicas avançadas do instrumento, audição de concertos e outras ações com contextos que agregam valor no desenvolvimento do raciocínio de música clássica e música sacra).

Propostas: organize em um espaço reservado um encontro com músicos que desejam desenvolver suas habilidades musicais no âmbito de aplicar articulações, obedecer respirações, atenção a artes específicas, exercícios de regência, esclarecimento de pontos comuns, oficina de palhetas / arco / bocal e outras ações para dividir conhecimentos.

> Escolha de instrumentos para música sacra - Orquestra Cristã <

Preferencialmente a apresentação e escolha de instrumentos que são apropriados para a execução de música sacra, como: o Cordas (Violino, Viola e Violoncelo), Madeiras (Flauta transversal, Clarinete Soprano, Clarinete Basseto, Clarinete Alto, Clarinete Baixo, Oboé, Oboé D’amore, Corne inglês, Fagote), Família Saxofone, Metais (Trombone, Trompa, Flugel Horn).

> Volume da massa orquestral para execução de música sacra <

O equilíbrio sonoro é muito importante para a execução da música sacra, este controle é questão de bom senso. Para que o coral das vozes possa cantar agradavelmente o som precisa ser suave e este equilíbrio é encontrado na proporção e posição dos instrumentos, na distribuição de vozes (soprano, contralto, tenor e baixo), na quantidade e controle do volume de som de instrumentos que possuem naturalmente timbres bem mais potentes.

Por isto, a somatória dos instrumentos do naipe “metais” e a família “saxofone” devem ser em menor quantidade do que o naipe cordas e madeiras.

Sugestão de percentual de instrumentos por naipe: um bom equilíbrio na sonorização é aconselhável na medida do possível, que os percentuais em número de instrumentos, sejam os seguintes: Cordas (40%); Madeiras (30%); Saxofones (13%); e Metais (17%).

Estes percentuais tratam-se apenas de uma sugestão.

>>> Formação da Orquestra - Orquestra Cristã <<<

As vozes relacionadas para todos os instrumentos são apenas sugestão, o responsável pela orquestra deve orientar os músicos conforme a necessidade do momento.

>>> Cordas <<<

Violino - Soprano (natural ou oitava) ou
contralto natural
Viola – Tenor ou contralto
Violoncelo - Baixo

>>> Madeiras <<<

Flauta - Soprano
Oboé – Soprano
Corne Inglês – Contralto
Clarinete – Soprano
Clarinete Alto (Mib) – Tenor
Clarinete Baixo “Clarone” (Sib) – Baixo
Fagote - Baixo

>>> Saxofones <<<

Sopranino – Soprano
Soprano – Soprano
Alto – Contralto
Tenor – Tenor
Barítono – Baixo
Baixo - Baixo

>>> Metais <<<

Trompete - Soprano
Fluegelhorn – Contralto ou Soprano
Trompa – Contralto
Trombonito,Trombone, Saxhom – Tenor
Bombardino - Baixo
Tuba Sinfônica (bombardão) - Baixo

Da mesma forma que um bom instrumentista tira o "seu" som, qualquer que seja a qualidade do instrumento que esteja em suas mãos, o responsável pela orquestra faz o mesmo com cada orquestra que reger, entretanto tudo irá depender da comunhão da orquestra e principalmente dos requisitos básicos que são: Obediência, humildade, sinceridade e o desejo de melhor servir ao nosso grande DEUS, pois ele é o Senhor da perfeição.

>>> Posição dos instrumentos na orquestra - Orquestra Cristã <<<

Um ponto muito importante é o posicionamento de instrumentos na orquestra.

A regra básica é dividir as vozes pelos respectivos naipes, na ordem: cordas, teclas, madeiras, “família saxofone” e metais.

A partir do púlpito a ordem de posicionamento sugerida é:
Naipe: CORDAS
Violino, Viola e Violoncelo
Naipe: MADEIRAS / TECLAS
Acordeão
Flauta transversal, Flauta contralto
Oboé, Oboé d'amore, Corne inglês, Fagote
Clarinete, Clarinete Alto “Clarone” Mib, Clarinete Baixo “Clarone” Sib
“Família”: SAXOFONES
Sopranino, Soprano, Contralto, Tenor, Barítono e Baixo
Naipe: METAIS
Trompete (Pistão), Trompete Pocket ou Piccolo, Cornet, Flugelhorn e Trompa
Trombone, Trombonito, Saxhom e Melofone
Barítono, Eufônio (Bombardino) e Saxtrompa
Tuba (Baixo ou bombardão)

"A pontualidade e a disciplina de cada músico reflete a dimensão de seu zêlo para com a obra de Deus!"

“A música exalta o espírito humano, é criativa, auto-expressiva e permite a expressão de nossos pensamentos e sentimentos mais nobres.”

Use este material como apoio do processo educacional da postura do estudante de música. Todos os conceitos e artigos sobre música atendem diferentes aspectos do desenvolvimento humano (físico, mental, social, emocional e espiritual), favorecendo o bem-estar e o crescimento das potencialidades do estudante, pois fala diretamente ao corpo, à mente e às emoções.

Você que é estudante de música, lembre-se que ao estudar qualquer instrumento, deve fazer com vontade e determinação; desempenhando o melhor de si com seriedade; lutando para aperfeiçoar o seu aprendizado na música e a cada dia dividir os seus conhecimentos no grupo de estudos. Assim teremos a possibilidade de nos aperfeiçoar como pessoas, com atenção a importância do respeito e consideração pelo seu próximo.

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